HISTÓRIA DA MATEMÁTICA
sábado, 7 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
HISTÓRIA DA GEOMETRIA
Uma estranha construção feita pelos antigos persas para
estudar o movimento dos astros. Um compasso antigo. Um vetusto esquadro e, sob ele, a
demonstração figurada do teorema de Pitágoras. Um papiro com desenhos geométricos e o
busto do grande Euclides. São etapas fundamentais no desenvolvimento da Geometria. Mas,
muito antes da compilação dos conhecimentos existentes, os homens criavam, ao sabor da
experiência, as bases da Geometria. E realizavam operações mentais que depois seriam
concretizadas nas figuras geométricas.
Uma medida para a vida
As origens da Geometria (do grego medir
a terra) parecem coincidir com as necessidades do dia-a-dia. Partilhar terras
férteis às margens dos rios, construir casas, observar e prever os movimentos dos
astros, são algumas das muitas atividades humanas que sempre dependeram de operações
geométricas. Documentos sobre as antigas civilizações egípcia e babilônica comprovam
bons conhecimentos do assunto, geralmente ligados à astrologia. Na Grécia, porém, é
que o gênio de grandes matemáticos lhes deu forma definitiva. Dos gregos anteriores a
Euclides, Arquimedes e Apolônio, consta apenas o fragmento de um trabalho de Hipócrates.
E o resumo feito por Proclo ao comentar os "Elementos" de Euclides, obra que
data do século V a.C., refere-se a Tales de Mileto como o introdutor da Geometria na
Grécia, por importação do Egito.
Pitágoras deu nome a um importante
teorema sobre o triângulo-retângulo, que inaugurou um novo conceito de demonstração
matemática. Mas enquanto a escola pitagórica do século VI a.C. constituía uma espécie
de seita filosófica, que envolvia em mistério seus conhecimentos, os
"Elementos" de Euclides representam a introdução de um método consistente que
contribui há mais de vinte séculos para o progresso das ciências. Trata-se do sistema
axiomático, que parte dos conceitos e proposições admitidos sem demonstração
(postulados o axiomas) para construir de maneira lógica tudo o mais. Assim, três
conceitos fundamentais - o ponto, a reta e o círculo - e cinco postulados a eles
referentes servem de base para toda Geometria chamada euclidiana, útil até hoje, apesar
da existência de geometrias não-euclidianas baseadas em postulados diferentes (e
contraditórios) dos de Euclides.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Grandes Homens, Gloriosas Descobertas
A história da Matemática é repleta de estudiosos que
buscavam explicações para as mais fascinantes situações. As formas da
natureza eram analisadas e admiradas, crescendo a curiosidade e a
incessante busca por fundamentos que traduzissem os mistérios das formas
estruturais e geométricas.
Platão atribuiu aos sólidos de sua autoria, representações aos elementos da natureza: universo, terra, água, ar e fogo. Atualmente podemos encontrar nas áreas de conhecimento estruturas moleculares que se assemelham aos sólidos de Platão.
Euler desenvolveu uma relação que calculava o número de faces, arestas e vértices dos poliedros, denominada relação de Euler V + F – A = 2.
Pitágoras descobriu uma importante relação que atualmente serve de base em várias demonstrações matemáticas, como em diversas aplicações na Física.
Fibonacci estudava as relações da Matemática com a natureza e a partir desse estudo nasceu o número de ouro, uma das mais perfeitas relações matemáticas descobertas até hoje, várias formas da natureza são explicadas pelo número de ouro, pinturas clássicas obedecem à divina proporção, atualmente cirurgias plásticas são realizadas com base na relação de ouro, buscando beleza e a tão sonhada perfeição corporal.
Tales de Mileto apresentava uma técnica de medir longas distâncias, o Teorema de Tales vangloriava por sua aplicabilidade e exatidão em cálculos até então aproximados. Hoje em dia sua teoria constitui a base de modernos equipamentos, capazes de medir distâncias inalcançáveis pelo homem, o teodolito é um desses aparelhos.
Por volta de 285 – 194 a.C., um matemático chamado Eratóstenes criou a esfera armilar (instrumento da astronomia, aplicado na navegação marítima para fins de localização), grande conhecedor e admirador da trigonometria, ele mediu o comprimento da circunferência máxima da terra.
A contribuição desses e de outros estudiosos fazem da Matemática uma ferramenta muito útil e importante no mundo moderno, facilitando os diversos trabalhos realizados pelo homem cotidianamente.
Platão atribuiu aos sólidos de sua autoria, representações aos elementos da natureza: universo, terra, água, ar e fogo. Atualmente podemos encontrar nas áreas de conhecimento estruturas moleculares que se assemelham aos sólidos de Platão.
Euler desenvolveu uma relação que calculava o número de faces, arestas e vértices dos poliedros, denominada relação de Euler V + F – A = 2.
Pitágoras descobriu uma importante relação que atualmente serve de base em várias demonstrações matemáticas, como em diversas aplicações na Física.
Fibonacci estudava as relações da Matemática com a natureza e a partir desse estudo nasceu o número de ouro, uma das mais perfeitas relações matemáticas descobertas até hoje, várias formas da natureza são explicadas pelo número de ouro, pinturas clássicas obedecem à divina proporção, atualmente cirurgias plásticas são realizadas com base na relação de ouro, buscando beleza e a tão sonhada perfeição corporal.
Tales de Mileto apresentava uma técnica de medir longas distâncias, o Teorema de Tales vangloriava por sua aplicabilidade e exatidão em cálculos até então aproximados. Hoje em dia sua teoria constitui a base de modernos equipamentos, capazes de medir distâncias inalcançáveis pelo homem, o teodolito é um desses aparelhos.
Por volta de 285 – 194 a.C., um matemático chamado Eratóstenes criou a esfera armilar (instrumento da astronomia, aplicado na navegação marítima para fins de localização), grande conhecedor e admirador da trigonometria, ele mediu o comprimento da circunferência máxima da terra.
A contribuição desses e de outros estudiosos fazem da Matemática uma ferramenta muito útil e importante no mundo moderno, facilitando os diversos trabalhos realizados pelo homem cotidianamente.
“Souzinha”, o Maior Matemático da História do Brasil
Joaquim Gomes de Souza, “O Souzinha”
(1829-1864), é uma das figuras mais interessantes e esquecidas da
História do Brasil. Nasceu em 15 de fevereiro de 1829 na Fazenda
Conceição, às margens do rio Itapecuru, no Maranhão. Filho de Antônia de
Brito Gomes de Souza e do Major Inácio José de Souza, foi apelidado
quando garoto de “Souzinha”. Naquele tempo, sua família
prosperava com o cultivo do algodão. A província do Maranhão se
encontrava em um período de notável progresso econômico, o que permitia
que muitos senhores tivessem o luxo de ter seus filhos estudando na
Europa, em Pernambuco ou no Rio de Janeiro, de onde retornavam doutores e
bacharéis em filosofia, leis, matemática e medicina.Os
pais de Gomes de Souza, influenciados pelo então Barão do Araguaia
(Domingos J. G. de Magalhães, secretário do governo da província),
mandaram-no em 1841 para Pernambuco, para se juntar ao irmão mais velho
que já cursava Direito na cidade de Olinda. Em 1842, seu irmão José
Gomes de Souza falece e “Souzinha” é obrigado a voltar ao Maranhão, desta vez para a capital.
“…entregou-se todo à
Física, matéria de sua particular predileção. (…) começou a estudar
consigo mesmo as mais complicadas operações de Álgebra. E não
encontrando nelas dificuldades, quis prosseguir em seus estudos.
Muniu-se então de todos os compêndios do curso do segundo ano da
Academia Militar. Estudados estes, e animado por tão inesperado
resultado, entrou afoito pelo Cálculo Integral e Diferencial, pela
mecânica de Francoeur, pela Astronomia; e
assim, quase insensivelmente e sem outro auxílio e guia que o de sua
extraordinária inteligência, dentro do seu gabinete, e ao concluir o seu
terceiro ano médico, já sabia tudo o quanto constituía o curso de
engenharia; (…) ocupou sempre o primeiro lugar entre os mais distintos
estudantes da escola de medicina, frequentada então por tantos talentos
de primor!“
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