sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

HISTÓRIA DA GEOMETRIA

Uma estranha construção feita pelos antigos persas para estudar o movimento dos astros. Um compasso antigo. Um vetusto esquadro e, sob ele, a demonstração figurada do teorema de Pitágoras. Um papiro com desenhos geométricos e o busto do grande Euclides. São etapas fundamentais no desenvolvimento da Geometria. Mas, muito antes da compilação dos conhecimentos existentes, os homens criavam, ao sabor da experiência, as bases da Geometria. E realizavam operações mentais que depois seriam concretizadas nas figuras geométricas.  

Uma medida para a vida

As origens da Geometria (do grego medir a terra) parecem coincidir com as necessidades do dia-a-dia. Partilhar terras férteis às margens dos rios, construir casas, observar e prever os movimentos dos astros, são algumas das muitas atividades humanas que sempre dependeram de operações geométricas. Documentos sobre as antigas civilizações egípcia e babilônica comprovam bons conhecimentos do assunto, geralmente ligados à astrologia. Na Grécia, porém, é que o gênio de grandes matemáticos lhes deu forma definitiva. Dos gregos anteriores a Euclides, Arquimedes e Apolônio, consta apenas o fragmento de um trabalho de Hipócrates. E o resumo feito por Proclo ao comentar os "Elementos" de Euclides, obra que data do século V a.C., refere-se a Tales de Mileto como o introdutor da Geometria na Grécia, por importação do Egito.

Pitágoras deu nome a um importante teorema sobre o triângulo-retângulo, que inaugurou um novo conceito de demonstração matemática. Mas enquanto a escola pitagórica do século VI a.C. constituía uma espécie de seita filosófica, que envolvia em mistério seus conhecimentos, os "Elementos" de Euclides representam a introdução de um método consistente que contribui há mais de vinte séculos para o progresso das ciências. Trata-se do sistema axiomático, que parte dos conceitos e proposições admitidos sem demonstração (postulados o axiomas) para construir de maneira lógica tudo o mais. Assim, três conceitos fundamentais - o ponto, a reta e o círculo - e cinco postulados a eles referentes servem de base para toda Geometria chamada euclidiana, útil até hoje, apesar da existência de geometrias não-euclidianas baseadas em postulados diferentes (e contraditórios) dos de Euclides.


É a quantidade na História da Matemática


Além dos números, história da Matemática


A importância da Matemática


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Grandes Homens, Gloriosas Descobertas

A história da Matemática é repleta de estudiosos que buscavam explicações para as mais fascinantes situações. As formas da natureza eram analisadas e admiradas, crescendo a curiosidade e a incessante busca por fundamentos que traduzissem os mistérios das formas estruturais e geométricas.

Platão atribuiu aos sólidos de sua autoria, representações aos elementos da natureza: universo, terra, água, ar e fogo. Atualmente podemos encontrar nas áreas de conhecimento estruturas moleculares que se assemelham aos sólidos de Platão.

Euler desenvolveu uma relação que calculava o número de faces, arestas e vértices dos poliedros, denominada relação de Euler V + F – A = 2.

Pitágoras descobriu uma importante relação que atualmente serve de base em várias demonstrações matemáticas, como em diversas aplicações na Física.

Fibonacci estudava as relações da Matemática com a natureza e a partir desse estudo nasceu o número de ouro, uma das mais perfeitas relações matemáticas descobertas até hoje, várias formas da natureza são explicadas pelo número de ouro, pinturas clássicas obedecem à divina proporção, atualmente cirurgias plásticas são realizadas com base na relação de ouro, buscando beleza e a tão sonhada perfeição corporal.

Tales de Mileto apresentava uma técnica de medir longas distâncias, o Teorema de Tales vangloriava por sua aplicabilidade e exatidão em cálculos até então aproximados. Hoje em dia sua teoria constitui a base de modernos equipamentos, capazes de medir distâncias inalcançáveis pelo homem, o teodolito é um desses aparelhos.

Por volta de 285 – 194 a.C., um matemático chamado Eratóstenes criou a esfera armilar (instrumento da astronomia, aplicado na navegação marítima para fins de localização), grande conhecedor e admirador da trigonometria, ele mediu o comprimento da circunferência máxima da terra.

A contribuição desses e de outros estudiosos fazem da Matemática uma ferramenta muito útil e importante no mundo moderno, facilitando os diversos trabalhos realizados pelo homem cotidianamente.

“Souzinha”, o Maior Matemático da História do Brasil

Joaquim Gomes de Souza, “O Souzinha” (1829-1864), é uma das figuras mais interessantes e esquecidas da História do Brasil. Nasceu em 15 de fevereiro de 1829 na Fazenda Conceição, às margens do rio Itapecuru, no Maranhão. Filho de Antônia de Brito Gomes de Souza e do Major Inácio José de Souza, foi apelidado quando garoto de “Souzinha”. Naquele tempo, sua família prosperava com o cultivo do algodão. A província do Maranhão se encontrava em um período de notável progresso econômico, o que permitia que muitos senhores tivessem o luxo de ter seus filhos estudando na Europa, em Pernambuco ou no Rio de Janeiro, de onde retornavam doutores e bacharéis em filosofia, leis, matemática e medicina.Os pais de Gomes de Souza, influenciados pelo então Barão do Araguaia (Domingos J. G. de Magalhães, secretário do governo da província), mandaram-no em 1841 para Pernambuco, para se juntar ao irmão mais velho que já cursava Direito na cidade de Olinda. Em 1842, seu irmão José Gomes de Souza falece e “Souzinha” é obrigado a voltar ao Maranhão, desta vez para a capital.
 “…entregou-se todo à Física, matéria de sua particular predileção. (…) começou a estudar consigo mesmo as mais complicadas operações de Álgebra. E não encontrando nelas dificuldades, quis prosseguir em seus estudos. Muniu-se então de todos os compêndios do curso do segundo ano da Academia Militar. Estudados estes, e animado por tão inesperado resultado, entrou afoito pelo Cálculo Integral e Diferencial, pela mecânica de Francoeur, pela Astronomia; e assim, quase insensivelmente e sem outro auxílio e guia que o de sua extraordinária inteligência, dentro do seu gabinete, e ao concluir o seu terceiro ano médico, já sabia tudo o quanto constituía o curso de engenharia; (…) ocupou sempre o primeiro lugar entre os mais distintos estudantes da escola de medicina, frequentada então por tantos talentos de primor!